Para efeito de entendimento:


Paulo = meu pai.
Marisa = minha mãe.
Eduardo = meu irmão.
Lili = minha cachorra.
Lola = minha empregada.
Bê = minha melhor amiga.
Cal = minha única amiga da faculdade.

Eu faço faculdade de Direito.


Nomes posteriormente citados, serão posteriormente explicados.

Todos os nomes foram trocados.


sábado, 29 de maio de 2010

Dia 29 de Maio

Hoje eu levantei cedo e fui comprar o tecido que eu precisava com meu pai (que ficou me paressando pra siar, como sempre ¬¬). Depois, fui direto pro ensaio da bateria, que foi até que legal. Acho que, finalmente, estou começando a acertar aquela batida do inferno! ¬¬
Mas é fato, seria muito mais divertido se eu conseguisse conversar com as pessoas e tivesse amigos.
Depois, eu liguei pra Bê, pra gente ir pra Paulista.

A verdade, é que eu não estava muito afim de ir. Ontem eu estava pensando em alguma desculpa pra não ir. Ultimamente não tenho muita vontade de sair com a Bê. Ela é minha melhor amiga e tudo o mais, e eu me divirto com ela, mas também me sinto mal perto dela.
Sabe aquela história de que uma menina linda vai na festa e leva uma amiga feia junto? Então, eu me sinto essa amiga feia. Em todo lugar que a gente vai, tem meninos dando em cima da Bê, falando que ela linda, que ela gostosa, e isso e aquilo. Até na rua, quando a gente passa os homens sempre olham pra ela.
E pra mim? Nada. Ninguém nunca me elogia, nem fala que eu sou bonita, nem dá em cima de mim, nem nada. As pessoas nem olham pra mim.
Até no jeito de se vestir, por mais que eu procure me vestiver bem, colocar roupas legais e tal, sempre parece que as roupas da Bê são mais legais que a minha.
Sem contar que ela é muito mais simpática e extrovertida que eu, que sou tímida e não converso muito.
Então, por essas coisas, eu não tenho mais muita vontade de sair com a Bê, eu me sinto mal perto dela, me sinto um nada.
Mas, enfim, retomando.

Nós fomos pra Paulista, fomos no McDonalds, e eu ganhei um Little Ponny *-* - Nós ficamos um tempão lá no McDonalds falando besteiras e tal, foi super divertido e engraçado.

Depois, descemos a Augusta olhando as lojas. Eu vi um vestido de coraçõezinhos LINDO! Mas custava 229 reais = Nunca vou ter.

Continuamos descendo, e eu vi passar um menino LINDO num carro. Apaixonei. Acho que vou até sonhar com ele essa noite.
E DEPOIS EU VI O CACHORRO MAIS LINDO DO MUNDO *-* - Um Shnauzer (não sei se é assim que escreve), com o pelo tosado, comprido só embaixo. Aí eu falei pra Bê que ele era tipo um aspirador, porque ele ia andando e limpando a casa, e nós apelidamos ele assim. Mas depois eu resolvi qe ia chamá-lo de Aspy. Meu sonho é ter um daqueles.
Continuamos descendo e entramos na Galeria Ouro Fino e depois na Vans.

Na Vans, eu vi uma blusa de moletom azul LINDA. E ela estava em promoção e custava só 136 reais. Minha mãe falou que ia me comprar uma blusa de frio, porque um dia desses dei um chilique, reclamando que só tenho uam blusa de frio realmente quente, e parece que estou sempre com a mesma roupa na escola. O que é verdade mesmo.
Aí, ela falou que ia me comprar uma blusa de frio, mas que não ia ser uma blusa super cara. Não acho 136 reais super caro, já que a blusa era de moletom e flanelada. Então resolvi que ia pedir ela pra minha mãe.
Mas a Bê também gostou da blusa e ela tinha 136 reais lá e queria comprar a blusa naquela hora. Mas eu não deixei. Eu sei que pode parecer egoísmo, mas eu ODEIO ter roupa igual a dos outros. Mesmo que a gente combinasse pra não usar juntas e tal. Se ela comprasse eu não ia comprar. E a Bê tem várias roupas legais, e ela vive comprando roupa nova. Eu não, eu só queria essa blusa e queria que ela fosse só minha! Poxa, eu estou sendo malvada e egoísta por querer isso?

Depois descemos até a Oscar Freire, e a Bê foi na Acessorize. Ela falou que se ela não achasse nada legal na Acessorize, ela ia comprar a blusa, mas pro meu alívio ela achou. UFA!

Ela comprou uns 2 colares, e deve ter dado uns 50 reais. Sabe, eu queria ter dinheiro pra gastar assim, no que eu quisesse, sabe? Mas, como sempre, a  única coisa que ouço aqui em casa (e só eu, porque meu irmão sempre tem tudo o que quer) é 'Precisa Economizar'.

Depois voltamos, passamos na loja de CupCake e comemos um cada uma, e viemos embora.
A Bê falou, desde a hora que fomos no McDonalds, até a hor aque voltamos, que eu deveria namorar o Marco. Mas eu acho que não tem nada haver e, de qualquer forma, eu já esqueci ele. Mas foi bem engraçado.
Meu pai me pegou lá na casa da Bê e fomos pra casa.

No caminho, eu comentei com ele algo que o pessoal da bateria falou de engraçado sobre o JUD, e ele perguntou se eu ia no JUD. Eu falei que não, e ele perguntou porque. Então, falei que o pessoal já ia ir na Quarta Feira, e que eu não conhecia ninguém que ia.

Meu pai falou que não entendia porque eu não conseguia fazer amigos. Que eu ia na escola, ia na bateria, e não falava com ninguém, que não entendia porque eu era tão tímida. Aproveitei a brecha e contei pra ele do meu problema pra falar com as pessoas. Contei que eu tinha vontade de conversar com as pessoas, de puxar assunto com elas, mas que eu não conseguia, que eu tinha medo de falar com elas. E que quando é inevitável e eu preciso falar com alguém que não conheço, passo mal, tenho crises de ansiedade, soo, e faço de tudo pra que acabe logo.
Me senti um pouco aliviada por contar isso pra ele, e ele falou que vai procurar uma psicóloga pra mim.
Sabe, eu realmente queria ir numa psicóloga. Eu realmente acho que a única pessoa que vai de fato conseguir me ajudar e me entender é uma psicóloga ou um psiquiatra.
Mas eu sei que é mentir e que ele não vai procurar nada. Eu tenho ouvido isso desde o começo do ano, tanto dele quanto da minha mãe, e até agora eles não procuraram nada. A verdade é que, provavelmente, amanhã ele já vai ter esquecido de tudo o que eu falei.
Eu acho isso bastante engraçado, porque quando descobriram que o Eduardo era hiperativo e ele precisou de uma psicóloga, acharam uma o mais rápido possível. E ela nem atendia pelo convênio, era a melhor e mais cara psicóloga da cidade. Mas, como é pra mim, foda-se, né?

Quando chegamos em casa, como eu estava de bom humor, subi e fui contar meu dia pra minha mãe.

E contei também da blusa da Vans que eu queria, que custava só 136 reais. Mas a resposta que eu ouvi foi: "Você não vai deixar pra comprar blusa de moletom na Disney*, Suzane?". Como não respondi, ela continuou: "Tem blusa de moletom lá, não tem?" - "Tem, mas não da Vans." - Respondi.
"Ah, eu dúvido que não tem da Vans. Deve ter sim..." - Fiquei triste, e tudo o que respondi foi: "É, deve ter...", e saí de lá, sem terminar de contar bosta nenhuma, e vim pro meu quarto.
A verdade é que não tem Vans em Orlando, porque a Vans é uma marca de algum lugar da Europa. E eu sei disso. Nem sei porque em pensei que eu pudesse ter aquela blusa, nem sei porque eu pensei que ela fosse me comprar. Agora estou me sentindo ingênua, burra e estúpida. Mas que merda.

---X---

Marco: Um menino que é MUITO meu amigo, por quem fui apaixonada um bom tempo.

*Em Julho eu vou pra Orlando com meus pais e o Eduardo. No começo do ano eu queria MUITO, MUITO essa viagem. Mas se chegassem pra mim agora e falassem que não ia dar mais pra fazer, acho que eu nem ia me importar.

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