Hoje fui pra aula, mas assisti só as duas primeiras aulas de Romano, que na verdade não fiz nada, porque era só um trabalho, e depois sai fora e fui na minha antiga escola com a Bê.
Chegando lá, o diretor não estava, e a moça não deixou a gente entrar pra assistir a aula que queríamos, e falou que só podíamos entrar no intervalo.
Esperamos até o intervalo, conversamos com algumas pessoas, e o nosso professor preferido de História falou pra gente ficar e assistir a aula dele, e falou que se alguém falasse algo, ele falava que foi ele quem pediu pra gente ficar.
A gente ficou, meio que com medo. Mas ninguém foi lá na sala mandar a gente sair nem nada. Quando estávamos indo embora, encontramos um dos nossos ex professores de física também. E ele disse que estou bonita. Fiquei feliz de ouvir isso. :)
Estávamos com medo de ir embora, da moça da secretaria brigar com a gente, mas ela nem estava mais lá. Então saímos de boa e fomos embora. Depois, esperei meu irmão sair numa galeria, e fiquei lá sentada no banco colando figurinhas das Princesas *-*
Fui embora com meu pai e o Eduardo.
Foi bom assistir a aula de História e ver algumas pessoas e coisas que eu estava com saudades. MUITO bom.
terça-feira, 1 de junho de 2010
segunda-feira, 31 de maio de 2010
Ainda dia 31...
Ai, a Bê quer ir no nosso antigo colégio amanhã, pra nós falarmos em qual faculdade passamos, e pedir pra assistir uma aula do nosso professor de História preferido.
Mas a verdade é que eu não quero ir com ela.
Ela passou na Unifesp, e eu passei numa faculdade de nível parecido com o da PUC.
Todo mundo já fica bajulando sempre ela por outros motivos, e ainda vão bajular ainda mais amanhã, porque ela passou na Unifesp... E eu? Numa faculdade de nível parecido com o da PUC, não vão nem ligar pra mim.
Isso é tão injusto, minhas notas sempre foram mais altas que as dela, eu fui melhor que ela no Enem, mas não passei na UFABC.
Inferno.
Mas a verdade é que eu não quero ir com ela.
Ela passou na Unifesp, e eu passei numa faculdade de nível parecido com o da PUC.
Todo mundo já fica bajulando sempre ela por outros motivos, e ainda vão bajular ainda mais amanhã, porque ela passou na Unifesp... E eu? Numa faculdade de nível parecido com o da PUC, não vão nem ligar pra mim.
Isso é tão injusto, minhas notas sempre foram mais altas que as dela, eu fui melhor que ela no Enem, mas não passei na UFABC.
Inferno.
Dia 31 de Maio
Hoje de manhã minha mãe falou que tinha um exame pra fazer, e não ia dar pra me pegar, pra variar. É sempre assim. Eu não briguei*, mas fiquei com raiva, é um saco voltar da faculdade de trólebus, é longe.
Fiquei com muita raiva. Geralmente, eu já sinto raiva de manhã, porque nunca encontro nenhuma roupa decente pra vestir, e aí fiquei com mais ainda. Minha mãe não tá nem ligando pra mim.
Peguei meu estilete e fiz mais dois cortes. O que aliviou um pouco minha raiva e minha dor. Mas preciso de algo mais afiado.
Hoje a Cal não foi, ou seja, fiquei sozinha na facul. Eu estava com tanta raiva, que estava pensandos eriamente em pegar minhas coisas e ir embora, já que eu ia ter que ir de trólebus mesmo. Mas acabei ficando, sei lá porque.
Na hora que sai, minha mãe me ligou, falando que o exame dela tinha mudado de horário e que ia dar pra ela me pegar. Então fui até o trabalho dela e fiquei esperando dar o horário.
Quando estávamos indo embora, ela me falou que não sabe mais o que fazer comigo, que esse mês ela só me viu feliz umas duas ou três vezes. Que eu só fico feliz quando saio com a Bê. Ela fica falando o que eu tenho, perguntando se é a faculdade. E eu falo que não é nada e que não é a faculdade.
De que vai me adiantar dizer pra ela o que é de verdade, se as poucas vezes que tentei, ela não entendeu?
Eu só vou sofrer mais.
---X---
*Não briguei porque, da ultima vez que briguei por ela não ir me buscar, meu pai brigou comigo, falando que eu estava pensando que era uma rainha.
O que seria impossível, já que o Rei aqui em casa é o Eduardo. Talvez um dia eu possa ser o cachorro de estimação (junto com a Lili) ou algo assim, porque agora eu sou bem menos do que isso pra eles.
E eu tenho isso bem claro na minha cabeça.
Fiquei com muita raiva. Geralmente, eu já sinto raiva de manhã, porque nunca encontro nenhuma roupa decente pra vestir, e aí fiquei com mais ainda. Minha mãe não tá nem ligando pra mim.
Peguei meu estilete e fiz mais dois cortes. O que aliviou um pouco minha raiva e minha dor. Mas preciso de algo mais afiado.
Hoje a Cal não foi, ou seja, fiquei sozinha na facul. Eu estava com tanta raiva, que estava pensandos eriamente em pegar minhas coisas e ir embora, já que eu ia ter que ir de trólebus mesmo. Mas acabei ficando, sei lá porque.
Na hora que sai, minha mãe me ligou, falando que o exame dela tinha mudado de horário e que ia dar pra ela me pegar. Então fui até o trabalho dela e fiquei esperando dar o horário.
Quando estávamos indo embora, ela me falou que não sabe mais o que fazer comigo, que esse mês ela só me viu feliz umas duas ou três vezes. Que eu só fico feliz quando saio com a Bê. Ela fica falando o que eu tenho, perguntando se é a faculdade. E eu falo que não é nada e que não é a faculdade.
De que vai me adiantar dizer pra ela o que é de verdade, se as poucas vezes que tentei, ela não entendeu?
Eu só vou sofrer mais.
---X---
*Não briguei porque, da ultima vez que briguei por ela não ir me buscar, meu pai brigou comigo, falando que eu estava pensando que era uma rainha.
O que seria impossível, já que o Rei aqui em casa é o Eduardo. Talvez um dia eu possa ser o cachorro de estimação (junto com a Lili) ou algo assim, porque agora eu sou bem menos do que isso pra eles.
E eu tenho isso bem claro na minha cabeça.
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domingo, 30 de maio de 2010
Dia 30 de Maio
Hoje tinha ensaio da bateria, de novo, e eu queria ir. Então acordei, tomei banho, me troquei, estava pronta pra sair. E fiquei esperando dar o horário e arrumando minhas coisas pra mudança. Mas minha mãe estava um saco, reclamando que eu não ajudo eles, que eu não arrumo minhas coisas, e mimimi. Eu estava preenchendo os formulários da Disney, coisa que cada um devia preencher o seu, mas eu estava preenchendo os quatro, exatamente pra ajudar ela. Depois ela me chamou pra perguntar sobre um saco de bichinhos de pelúcia, se eu ia querer eles. É óbvio que eu quero eles, são MEUS HIPOPÓTAMOS*! Ela ficou brava por eu querer meus bichinhos.
Já não basta ela não me deixar fazer as poucas coisas que ainda gosto, ela ainda quer tirar o que eu gosto?
Tanto ela quanto meu pai me viram trocada e pronta pra sair e não perguntaram absolutamente nada. Frente a irritação e ao descaso deles, eu também não tive coragem de dizer que ia ter ensaio. Resumindo, acabei não indo.
Como já disse, o pessoal da bateria deve achar que eu não estou enm aí. Que eu sou uma bosta e não estou nem ligando, e por isso vou continuar sendo, porque eu mal vou aos ensaios.
Eu acho que eles fazem isso de não perguntar de propósito, sabe? Já pra eu não sair mesmo. Não sei porque eles fazem isso.
Aí, é óbvio que fiquei triste e irritada o resto do dia né.
Na hora do almoço foi um saco, porque comemos todos reunidos. Eu não tenho mais paciência pra ficar com eles. Então desci quieta, almocei quieta, e subi de volta pro meu quarto.
Quando estava na escada, ouvi minha mãe comentar algo com meu pai baixinho, e achei que fosse de mim. Então parei, mas não consegui escutar direito. Tudo o que ouvi foi meu pai falando assim:
-Mas é claro né! Eu e você ficamos aqui e a Suzane e o Eduardo viram e não foram capazes de vir perguntar se a gente não queria NEM UM COPO D'ÁGUA!
Depois, o Eduardo falou algo e eles mudaram de assunto.
Semana passada eu fiquei ajudando eles a embalar as coisas, enquanto o Eduardo, até agora, não fez absolutamente nada, nem as coisas dele ele arrumou, e ninguém foi capaz de me dizer nem um OBRIGADO.
Isso é tão ridículo.
Depois, conversando com a Bê, ela me contou que ganhou de dia dos namorados um suéter da Lacoste. Vou ser sincera, morri de inveja.
Eu não deixei ela comprar a blusa da Vans ontem, mas ela ganhou um suéter da Lacoste.
Eu não vou ganhar nem blusa da Vans, nem suéter da Lacoste, nem nada.
E nem namorado eu tenho.
A vida é tão injusta.
---X---
*Eu coleciono Hipopótamos de pelúcia mas, ano passado, quando tive pneumonia, minha mãe tirou todos os bichinhos de pelúcia do meu quarto. Ela disse que ia devolvê-los no verão, mas até hoje não devolveu.
Já não basta ela não me deixar fazer as poucas coisas que ainda gosto, ela ainda quer tirar o que eu gosto?
Tanto ela quanto meu pai me viram trocada e pronta pra sair e não perguntaram absolutamente nada. Frente a irritação e ao descaso deles, eu também não tive coragem de dizer que ia ter ensaio. Resumindo, acabei não indo.
Como já disse, o pessoal da bateria deve achar que eu não estou enm aí. Que eu sou uma bosta e não estou nem ligando, e por isso vou continuar sendo, porque eu mal vou aos ensaios.
Eu acho que eles fazem isso de não perguntar de propósito, sabe? Já pra eu não sair mesmo. Não sei porque eles fazem isso.
Aí, é óbvio que fiquei triste e irritada o resto do dia né.
Na hora do almoço foi um saco, porque comemos todos reunidos. Eu não tenho mais paciência pra ficar com eles. Então desci quieta, almocei quieta, e subi de volta pro meu quarto.
Quando estava na escada, ouvi minha mãe comentar algo com meu pai baixinho, e achei que fosse de mim. Então parei, mas não consegui escutar direito. Tudo o que ouvi foi meu pai falando assim:
-Mas é claro né! Eu e você ficamos aqui e a Suzane e o Eduardo viram e não foram capazes de vir perguntar se a gente não queria NEM UM COPO D'ÁGUA!
Depois, o Eduardo falou algo e eles mudaram de assunto.
Semana passada eu fiquei ajudando eles a embalar as coisas, enquanto o Eduardo, até agora, não fez absolutamente nada, nem as coisas dele ele arrumou, e ninguém foi capaz de me dizer nem um OBRIGADO.
Isso é tão ridículo.
Depois, conversando com a Bê, ela me contou que ganhou de dia dos namorados um suéter da Lacoste. Vou ser sincera, morri de inveja.
Eu não deixei ela comprar a blusa da Vans ontem, mas ela ganhou um suéter da Lacoste.
Eu não vou ganhar nem blusa da Vans, nem suéter da Lacoste, nem nada.
E nem namorado eu tenho.
A vida é tão injusta.
---X---
*Eu coleciono Hipopótamos de pelúcia mas, ano passado, quando tive pneumonia, minha mãe tirou todos os bichinhos de pelúcia do meu quarto. Ela disse que ia devolvê-los no verão, mas até hoje não devolveu.
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sábado, 29 de maio de 2010
Dia 29 de Maio
Hoje eu levantei cedo e fui comprar o tecido que eu precisava com meu pai (que ficou me paressando pra siar, como sempre ¬¬). Depois, fui direto pro ensaio da bateria, que foi até que legal. Acho que, finalmente, estou começando a acertar aquela batida do inferno! ¬¬
Mas é fato, seria muito mais divertido se eu conseguisse conversar com as pessoas e tivesse amigos.
Depois, eu liguei pra Bê, pra gente ir pra Paulista.
A verdade, é que eu não estava muito afim de ir. Ontem eu estava pensando em alguma desculpa pra não ir. Ultimamente não tenho muita vontade de sair com a Bê. Ela é minha melhor amiga e tudo o mais, e eu me divirto com ela, mas também me sinto mal perto dela.
Sabe aquela história de que uma menina linda vai na festa e leva uma amiga feia junto? Então, eu me sinto essa amiga feia. Em todo lugar que a gente vai, tem meninos dando em cima da Bê, falando que ela linda, que ela gostosa, e isso e aquilo. Até na rua, quando a gente passa os homens sempre olham pra ela.
E pra mim? Nada. Ninguém nunca me elogia, nem fala que eu sou bonita, nem dá em cima de mim, nem nada. As pessoas nem olham pra mim.
Até no jeito de se vestir, por mais que eu procure me vestiver bem, colocar roupas legais e tal, sempre parece que as roupas da Bê são mais legais que a minha.
Sem contar que ela é muito mais simpática e extrovertida que eu, que sou tímida e não converso muito.
Então, por essas coisas, eu não tenho mais muita vontade de sair com a Bê, eu me sinto mal perto dela, me sinto um nada.
Mas, enfim, retomando.
Nós fomos pra Paulista, fomos no McDonalds, e eu ganhei um Little Ponny *-* - Nós ficamos um tempão lá no McDonalds falando besteiras e tal, foi super divertido e engraçado.
Depois, descemos a Augusta olhando as lojas. Eu vi um vestido de coraçõezinhos LINDO! Mas custava 229 reais = Nunca vou ter.
Continuamos descendo, e eu vi passar um menino LINDO num carro. Apaixonei. Acho que vou até sonhar com ele essa noite.
E DEPOIS EU VI O CACHORRO MAIS LINDO DO MUNDO *-* - Um Shnauzer (não sei se é assim que escreve), com o pelo tosado, comprido só embaixo. Aí eu falei pra Bê que ele era tipo um aspirador, porque ele ia andando e limpando a casa, e nós apelidamos ele assim. Mas depois eu resolvi qe ia chamá-lo de Aspy. Meu sonho é ter um daqueles.
Continuamos descendo e entramos na Galeria Ouro Fino e depois na Vans.
Na Vans, eu vi uma blusa de moletom azul LINDA. E ela estava em promoção e custava só 136 reais. Minha mãe falou que ia me comprar uma blusa de frio, porque um dia desses dei um chilique, reclamando que só tenho uam blusa de frio realmente quente, e parece que estou sempre com a mesma roupa na escola. O que é verdade mesmo.
Aí, ela falou que ia me comprar uma blusa de frio, mas que não ia ser uma blusa super cara. Não acho 136 reais super caro, já que a blusa era de moletom e flanelada. Então resolvi que ia pedir ela pra minha mãe.
Mas a Bê também gostou da blusa e ela tinha 136 reais lá e queria comprar a blusa naquela hora. Mas eu não deixei. Eu sei que pode parecer egoísmo, mas eu ODEIO ter roupa igual a dos outros. Mesmo que a gente combinasse pra não usar juntas e tal. Se ela comprasse eu não ia comprar. E a Bê tem várias roupas legais, e ela vive comprando roupa nova. Eu não, eu só queria essa blusa e queria que ela fosse só minha! Poxa, eu estou sendo malvada e egoísta por querer isso?
Depois descemos até a Oscar Freire, e a Bê foi na Acessorize. Ela falou que se ela não achasse nada legal na Acessorize, ela ia comprar a blusa, mas pro meu alívio ela achou. UFA!
Ela comprou uns 2 colares, e deve ter dado uns 50 reais. Sabe, eu queria ter dinheiro pra gastar assim, no que eu quisesse, sabe? Mas, como sempre, a única coisa que ouço aqui em casa (e só eu, porque meu irmão sempre tem tudo o que quer) é 'Precisa Economizar'.
Depois voltamos, passamos na loja de CupCake e comemos um cada uma, e viemos embora.
A Bê falou, desde a hora que fomos no McDonalds, até a hor aque voltamos, que eu deveria namorar o Marco. Mas eu acho que não tem nada haver e, de qualquer forma, eu já esqueci ele. Mas foi bem engraçado.
Meu pai me pegou lá na casa da Bê e fomos pra casa.
No caminho, eu comentei com ele algo que o pessoal da bateria falou de engraçado sobre o JUD, e ele perguntou se eu ia no JUD. Eu falei que não, e ele perguntou porque. Então, falei que o pessoal já ia ir na Quarta Feira, e que eu não conhecia ninguém que ia.
Meu pai falou que não entendia porque eu não conseguia fazer amigos. Que eu ia na escola, ia na bateria, e não falava com ninguém, que não entendia porque eu era tão tímida. Aproveitei a brecha e contei pra ele do meu problema pra falar com as pessoas. Contei que eu tinha vontade de conversar com as pessoas, de puxar assunto com elas, mas que eu não conseguia, que eu tinha medo de falar com elas. E que quando é inevitável e eu preciso falar com alguém que não conheço, passo mal, tenho crises de ansiedade, soo, e faço de tudo pra que acabe logo.
Me senti um pouco aliviada por contar isso pra ele, e ele falou que vai procurar uma psicóloga pra mim.
Sabe, eu realmente queria ir numa psicóloga. Eu realmente acho que a única pessoa que vai de fato conseguir me ajudar e me entender é uma psicóloga ou um psiquiatra.
Mas eu sei que é mentir e que ele não vai procurar nada. Eu tenho ouvido isso desde o começo do ano, tanto dele quanto da minha mãe, e até agora eles não procuraram nada. A verdade é que, provavelmente, amanhã ele já vai ter esquecido de tudo o que eu falei.
Eu acho isso bastante engraçado, porque quando descobriram que o Eduardo era hiperativo e ele precisou de uma psicóloga, acharam uma o mais rápido possível. E ela nem atendia pelo convênio, era a melhor e mais cara psicóloga da cidade. Mas, como é pra mim, foda-se, né?
Quando chegamos em casa, como eu estava de bom humor, subi e fui contar meu dia pra minha mãe.
E contei também da blusa da Vans que eu queria, que custava só 136 reais. Mas a resposta que eu ouvi foi: "Você não vai deixar pra comprar blusa de moletom na Disney*, Suzane?". Como não respondi, ela continuou: "Tem blusa de moletom lá, não tem?" - "Tem, mas não da Vans." - Respondi.
"Ah, eu dúvido que não tem da Vans. Deve ter sim..." - Fiquei triste, e tudo o que respondi foi: "É, deve ter...", e saí de lá, sem terminar de contar bosta nenhuma, e vim pro meu quarto.
A verdade é que não tem Vans em Orlando, porque a Vans é uma marca de algum lugar da Europa. E eu sei disso. Nem sei porque em pensei que eu pudesse ter aquela blusa, nem sei porque eu pensei que ela fosse me comprar. Agora estou me sentindo ingênua, burra e estúpida. Mas que merda.
---X---
Marco: Um menino que é MUITO meu amigo, por quem fui apaixonada um bom tempo.
*Em Julho eu vou pra Orlando com meus pais e o Eduardo. No começo do ano eu queria MUITO, MUITO essa viagem. Mas se chegassem pra mim agora e falassem que não ia dar mais pra fazer, acho que eu nem ia me importar.
Mas é fato, seria muito mais divertido se eu conseguisse conversar com as pessoas e tivesse amigos.
Depois, eu liguei pra Bê, pra gente ir pra Paulista.
A verdade, é que eu não estava muito afim de ir. Ontem eu estava pensando em alguma desculpa pra não ir. Ultimamente não tenho muita vontade de sair com a Bê. Ela é minha melhor amiga e tudo o mais, e eu me divirto com ela, mas também me sinto mal perto dela.
Sabe aquela história de que uma menina linda vai na festa e leva uma amiga feia junto? Então, eu me sinto essa amiga feia. Em todo lugar que a gente vai, tem meninos dando em cima da Bê, falando que ela linda, que ela gostosa, e isso e aquilo. Até na rua, quando a gente passa os homens sempre olham pra ela.
E pra mim? Nada. Ninguém nunca me elogia, nem fala que eu sou bonita, nem dá em cima de mim, nem nada. As pessoas nem olham pra mim.
Até no jeito de se vestir, por mais que eu procure me vestiver bem, colocar roupas legais e tal, sempre parece que as roupas da Bê são mais legais que a minha.
Sem contar que ela é muito mais simpática e extrovertida que eu, que sou tímida e não converso muito.
Então, por essas coisas, eu não tenho mais muita vontade de sair com a Bê, eu me sinto mal perto dela, me sinto um nada.
Mas, enfim, retomando.
Nós fomos pra Paulista, fomos no McDonalds, e eu ganhei um Little Ponny *-* - Nós ficamos um tempão lá no McDonalds falando besteiras e tal, foi super divertido e engraçado.
Depois, descemos a Augusta olhando as lojas. Eu vi um vestido de coraçõezinhos LINDO! Mas custava 229 reais = Nunca vou ter.
Continuamos descendo, e eu vi passar um menino LINDO num carro. Apaixonei. Acho que vou até sonhar com ele essa noite.
E DEPOIS EU VI O CACHORRO MAIS LINDO DO MUNDO *-* - Um Shnauzer (não sei se é assim que escreve), com o pelo tosado, comprido só embaixo. Aí eu falei pra Bê que ele era tipo um aspirador, porque ele ia andando e limpando a casa, e nós apelidamos ele assim. Mas depois eu resolvi qe ia chamá-lo de Aspy. Meu sonho é ter um daqueles.
Continuamos descendo e entramos na Galeria Ouro Fino e depois na Vans.
Na Vans, eu vi uma blusa de moletom azul LINDA. E ela estava em promoção e custava só 136 reais. Minha mãe falou que ia me comprar uma blusa de frio, porque um dia desses dei um chilique, reclamando que só tenho uam blusa de frio realmente quente, e parece que estou sempre com a mesma roupa na escola. O que é verdade mesmo.
Aí, ela falou que ia me comprar uma blusa de frio, mas que não ia ser uma blusa super cara. Não acho 136 reais super caro, já que a blusa era de moletom e flanelada. Então resolvi que ia pedir ela pra minha mãe.
Mas a Bê também gostou da blusa e ela tinha 136 reais lá e queria comprar a blusa naquela hora. Mas eu não deixei. Eu sei que pode parecer egoísmo, mas eu ODEIO ter roupa igual a dos outros. Mesmo que a gente combinasse pra não usar juntas e tal. Se ela comprasse eu não ia comprar. E a Bê tem várias roupas legais, e ela vive comprando roupa nova. Eu não, eu só queria essa blusa e queria que ela fosse só minha! Poxa, eu estou sendo malvada e egoísta por querer isso?
Depois descemos até a Oscar Freire, e a Bê foi na Acessorize. Ela falou que se ela não achasse nada legal na Acessorize, ela ia comprar a blusa, mas pro meu alívio ela achou. UFA!
Ela comprou uns 2 colares, e deve ter dado uns 50 reais. Sabe, eu queria ter dinheiro pra gastar assim, no que eu quisesse, sabe? Mas, como sempre, a única coisa que ouço aqui em casa (e só eu, porque meu irmão sempre tem tudo o que quer) é 'Precisa Economizar'.
Depois voltamos, passamos na loja de CupCake e comemos um cada uma, e viemos embora.
A Bê falou, desde a hora que fomos no McDonalds, até a hor aque voltamos, que eu deveria namorar o Marco. Mas eu acho que não tem nada haver e, de qualquer forma, eu já esqueci ele. Mas foi bem engraçado.
Meu pai me pegou lá na casa da Bê e fomos pra casa.
No caminho, eu comentei com ele algo que o pessoal da bateria falou de engraçado sobre o JUD, e ele perguntou se eu ia no JUD. Eu falei que não, e ele perguntou porque. Então, falei que o pessoal já ia ir na Quarta Feira, e que eu não conhecia ninguém que ia.
Meu pai falou que não entendia porque eu não conseguia fazer amigos. Que eu ia na escola, ia na bateria, e não falava com ninguém, que não entendia porque eu era tão tímida. Aproveitei a brecha e contei pra ele do meu problema pra falar com as pessoas. Contei que eu tinha vontade de conversar com as pessoas, de puxar assunto com elas, mas que eu não conseguia, que eu tinha medo de falar com elas. E que quando é inevitável e eu preciso falar com alguém que não conheço, passo mal, tenho crises de ansiedade, soo, e faço de tudo pra que acabe logo.
Me senti um pouco aliviada por contar isso pra ele, e ele falou que vai procurar uma psicóloga pra mim.
Sabe, eu realmente queria ir numa psicóloga. Eu realmente acho que a única pessoa que vai de fato conseguir me ajudar e me entender é uma psicóloga ou um psiquiatra.
Mas eu sei que é mentir e que ele não vai procurar nada. Eu tenho ouvido isso desde o começo do ano, tanto dele quanto da minha mãe, e até agora eles não procuraram nada. A verdade é que, provavelmente, amanhã ele já vai ter esquecido de tudo o que eu falei.
Eu acho isso bastante engraçado, porque quando descobriram que o Eduardo era hiperativo e ele precisou de uma psicóloga, acharam uma o mais rápido possível. E ela nem atendia pelo convênio, era a melhor e mais cara psicóloga da cidade. Mas, como é pra mim, foda-se, né?
Quando chegamos em casa, como eu estava de bom humor, subi e fui contar meu dia pra minha mãe.
E contei também da blusa da Vans que eu queria, que custava só 136 reais. Mas a resposta que eu ouvi foi: "Você não vai deixar pra comprar blusa de moletom na Disney*, Suzane?". Como não respondi, ela continuou: "Tem blusa de moletom lá, não tem?" - "Tem, mas não da Vans." - Respondi.
"Ah, eu dúvido que não tem da Vans. Deve ter sim..." - Fiquei triste, e tudo o que respondi foi: "É, deve ter...", e saí de lá, sem terminar de contar bosta nenhuma, e vim pro meu quarto.
A verdade é que não tem Vans em Orlando, porque a Vans é uma marca de algum lugar da Europa. E eu sei disso. Nem sei porque em pensei que eu pudesse ter aquela blusa, nem sei porque eu pensei que ela fosse me comprar. Agora estou me sentindo ingênua, burra e estúpida. Mas que merda.
---X---
Marco: Um menino que é MUITO meu amigo, por quem fui apaixonada um bom tempo.
*Em Julho eu vou pra Orlando com meus pais e o Eduardo. No começo do ano eu queria MUITO, MUITO essa viagem. Mas se chegassem pra mim agora e falassem que não ia dar mais pra fazer, acho que eu nem ia me importar.
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sexta-feira, 28 de maio de 2010
Dia 28 de Maio
Meus pais não me deixaram ir de novo no ensaio da bateria. Aposto que o pessoal da bateria pensa que eu não estou nem aí, porque eu nem sei tocar e fico faltando. Isso me deixa muito brava, não poder ir!
Mas hoje ainda minha mãe conseguiu me irritar mais.
A hora que sai daquela bosta de inglês, fui a costureira levar um pano, e conversar com ela, pra ser dava pra ela fazer minha fantasia. Ela disse que sim, e pediu pra eu comprar malha pra fazer a camiseta e entregar pra ela amanhã, pra ela já poder começar.
Aí, quando cheguei, liguei pra minha mãe pra avisar que estava em casa, e falei que eu precisava ir comprar o tecido amanhã de manhã.
Ela falou que não dava pra ela me levar comprar o tecido amanhã de manhã (como de costume), e eu falei que dava pro meu pai me levar. Então, ela falou que não sabia, porque o Eduardo tinha dentista e não sabia o horário. Então ela falou:
-Mas precisa comprar o tecido amanhã de manhã, Suzane? Não pode deixar e comprar a tarde?
-Não, porque amanhã pode estar NEVANDO, que eu vou no ensaio da bateria!
-Ai, que saco você com esse ensaio, Suzane! A gente não pode ir depois?
-Depois eu vou na Paulista com a Bê...
Ela se irritou.
-Ah Suzane, sabe o que você faz, então? Acorda cedo, pega um ônibus e vai comprar!
Também me irritei.
-Tudo bem mãe, tchau!
-Vamos ver que horas que é o dentista do Edu né...
-Não mãe, pode deixar que eu vou de ônibus! Tchau! - Respondi, já com a voz embargada.
-Ai, tchau, tchau! - Ela respondeu, ríspida.
Comecei a chorar. Fiquei com tanto ódio. Porque é sempre esse descaso comigo? Porque eu to sempre em segundo lugar, em segundo plano? PORQUE PRO EDUARDO ELES ESTÃO SEMPRE DISPONÍVEIS E COMIGO É SEMPRE UM TRATAMENTO DE: "FODA-SE, SE VIRA, EU NÃO LIGO"?!
Peguei o emu estilete e me tranquei no banheiro.
Hoje foi a primeira vez que me cortei em toda minha vida. Já havia me machucado propositalmente, mas nunca me cortado.
E, quer saber a verdade? Foi bom, a dor emocional se tranformou em dor física, o que a fez diminuir um pouco. Foi como machucar por fora o que já estava machucado por dentro mesmo. Fez passar um pouco a minha irritação, foi como um míniminho de alívio, o que, comparado ao que eu sinto, já é grande.
Pelo menos, hoje não fui na faculdade. *-*
Mas hoje ainda minha mãe conseguiu me irritar mais.
A hora que sai daquela bosta de inglês, fui a costureira levar um pano, e conversar com ela, pra ser dava pra ela fazer minha fantasia. Ela disse que sim, e pediu pra eu comprar malha pra fazer a camiseta e entregar pra ela amanhã, pra ela já poder começar.
Aí, quando cheguei, liguei pra minha mãe pra avisar que estava em casa, e falei que eu precisava ir comprar o tecido amanhã de manhã.
Ela falou que não dava pra ela me levar comprar o tecido amanhã de manhã (como de costume), e eu falei que dava pro meu pai me levar. Então, ela falou que não sabia, porque o Eduardo tinha dentista e não sabia o horário. Então ela falou:
-Mas precisa comprar o tecido amanhã de manhã, Suzane? Não pode deixar e comprar a tarde?
-Não, porque amanhã pode estar NEVANDO, que eu vou no ensaio da bateria!
-Ai, que saco você com esse ensaio, Suzane! A gente não pode ir depois?
-Depois eu vou na Paulista com a Bê...
Ela se irritou.
-Ah Suzane, sabe o que você faz, então? Acorda cedo, pega um ônibus e vai comprar!
Também me irritei.
-Tudo bem mãe, tchau!
-Vamos ver que horas que é o dentista do Edu né...
-Não mãe, pode deixar que eu vou de ônibus! Tchau! - Respondi, já com a voz embargada.
-Ai, tchau, tchau! - Ela respondeu, ríspida.
Comecei a chorar. Fiquei com tanto ódio. Porque é sempre esse descaso comigo? Porque eu to sempre em segundo lugar, em segundo plano? PORQUE PRO EDUARDO ELES ESTÃO SEMPRE DISPONÍVEIS E COMIGO É SEMPRE UM TRATAMENTO DE: "FODA-SE, SE VIRA, EU NÃO LIGO"?!
Peguei o emu estilete e me tranquei no banheiro.
Hoje foi a primeira vez que me cortei em toda minha vida. Já havia me machucado propositalmente, mas nunca me cortado.
E, quer saber a verdade? Foi bom, a dor emocional se tranformou em dor física, o que a fez diminuir um pouco. Foi como machucar por fora o que já estava machucado por dentro mesmo. Fez passar um pouco a minha irritação, foi como um míniminho de alívio, o que, comparado ao que eu sinto, já é grande.
Pelo menos, hoje não fui na faculdade. *-*
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quinta-feira, 27 de maio de 2010
Ainda dia 27...
No ápice da minha irritação, esqueci de contar, mas tem mais.
Minha mãe me ligou hoje as 11:20 perguntando se eu não ia embora, porque ainda não tinha ligado pra ela. Eu falei que ia e que ainda não tinha ligado porque estava vendo uma coisa, ela falou que então ia me pegar as 11:30. Como faltavam só 10 minutos e o trabalho dela é MUITO perto da minha faculdade, resolvi esperar lá fora, mesmo com o frio e com a garoa. Mas ela demorou, muito.
As 11:50, resolvi ligar pra ela.
-Mãe, você já saiu do trabalho?
-JÁ SUZANE! EU PRECISAVA COLOCAR GASOLINA, PELO AMOR DE DEUS!
-Ai tá bom, eu só queria saber porque você tava demorando...
-EU JÁ ESTOU CHEGANDO!
Desligou.
Quando ela chegou, brigou comigo.
-Que saco Suzane! Você não esperar nem um pouco?!
-Posso mãe, o problema é que você me ligou eram 11:20 e falou que ia sair 11:30, eu fiquei te esperando aqui fora, no frio, na garoa, custava você me ligar e avisar que ia colocar gasolina?! Ai eu ficava esperando lá dentro!
-Quando é assim você já fica esperando lá dentro que eu te ligo a hora que estiver chegando!
Ela fala como se eu nunca esperasse, né?! Eu saio da aula ás 11:00 e ela NUNCA pode me pegar nesse horário, só as 11:30. Isso nas RARÍSSIMAS vezes em que ela chega as 11:30, porque geralmente, a hora que ela chega já é 11:45. E eu NUNCA reclamei.
A única vez que eu me lembro dela de fato ter me pegado no horário, foi uma vez que saí às 10:30, porque o professor liberou mais cedo e, coincidentemente, nesse dia eu ia pra São Paulo com o Eduardo comprar ingressos pra um show que ele queria ir.
AI, COMO ERA PRA FAZER COISAS PRO EDUARDO, ELA PODIA SAIR BEM MAIS CEDO.
Tô de saco cheio.
Minha mãe me ligou hoje as 11:20 perguntando se eu não ia embora, porque ainda não tinha ligado pra ela. Eu falei que ia e que ainda não tinha ligado porque estava vendo uma coisa, ela falou que então ia me pegar as 11:30. Como faltavam só 10 minutos e o trabalho dela é MUITO perto da minha faculdade, resolvi esperar lá fora, mesmo com o frio e com a garoa. Mas ela demorou, muito.
As 11:50, resolvi ligar pra ela.
-Mãe, você já saiu do trabalho?
-JÁ SUZANE! EU PRECISAVA COLOCAR GASOLINA, PELO AMOR DE DEUS!
-Ai tá bom, eu só queria saber porque você tava demorando...
-EU JÁ ESTOU CHEGANDO!
Desligou.
Quando ela chegou, brigou comigo.
-Que saco Suzane! Você não esperar nem um pouco?!
-Posso mãe, o problema é que você me ligou eram 11:20 e falou que ia sair 11:30, eu fiquei te esperando aqui fora, no frio, na garoa, custava você me ligar e avisar que ia colocar gasolina?! Ai eu ficava esperando lá dentro!
-Quando é assim você já fica esperando lá dentro que eu te ligo a hora que estiver chegando!
Ela fala como se eu nunca esperasse, né?! Eu saio da aula ás 11:00 e ela NUNCA pode me pegar nesse horário, só as 11:30. Isso nas RARÍSSIMAS vezes em que ela chega as 11:30, porque geralmente, a hora que ela chega já é 11:45. E eu NUNCA reclamei.
A única vez que eu me lembro dela de fato ter me pegado no horário, foi uma vez que saí às 10:30, porque o professor liberou mais cedo e, coincidentemente, nesse dia eu ia pra São Paulo com o Eduardo comprar ingressos pra um show que ele queria ir.
AI, COMO ERA PRA FAZER COISAS PRO EDUARDO, ELA PODIA SAIR BEM MAIS CEDO.
Tô de saco cheio.
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Dia 27 de Maio
Estou fodida porque minha mãe não me deixou ir no ensaio da bateria hoje, sob o pretexto de que está muito frio!
VAI SE FODER!
Aposto que se fosse pra fazer qualquer "favor" pra eles ai podia tá nevando que eu podia ir!
To de saco cheio disso!
VAI SE FODER!
Aposto que se fosse pra fazer qualquer "favor" pra eles ai podia tá nevando que eu podia ir!
To de saco cheio disso!
quarta-feira, 26 de maio de 2010
Dia 26 de Maio
Hoje fui na 25 de Março, e estou feliz por ter achado tudo o que eu precisava. Agora só falta ver se vai dar certo.
Tive insônia na segunda e uma crise de ansiedade fodida na segunda e na terça feira. Segunda, por causa de um email que precisei mandar (que só consegui de fato escrever as 4 da manhã) e terça pra ler a resposta do email.
Isso é ridículo e não é normal. Eu preciso de ajuda médica, urgente.
Vou dormir que estou cansadona.
Tive insônia na segunda e uma crise de ansiedade fodida na segunda e na terça feira. Segunda, por causa de um email que precisei mandar (que só consegui de fato escrever as 4 da manhã) e terça pra ler a resposta do email.
Isso é ridículo e não é normal. Eu preciso de ajuda médica, urgente.
Vou dormir que estou cansadona.
segunda-feira, 24 de maio de 2010
Dia 24 de Maio
Hoje eu estava na minha irritação matinal típica (primeiro por não ter roupas, segundo por ter que ir pra faculdade, terceiro por, como sempre, me apressarem, porque 'o Eduardo não pode chegar atrasado').
Desci atrasada e com cara fechada e, como se não bastasse, fui obrigada a ouvir o seguinte da minha mãe:
-Suzane, o que é?
-Não é nada mãe, me deixa em paz!
-Suzane, eu acho que você não gosta da gente, nem de mim, nem do seu pai. Você tá sempre de cara fechada, sempre irritada. Só pode ser isso, você tá de saco cheio da gente, não gosta da gente. Porque você faz igual a Richtoffen?
Sinceramente, eu não merecia ouvir isso, muito menos antes de ir pra escola. Me recusei a responder.
---X---
Vou fazer igual a Richtoffen sim, mãe. Mas comigo.
Desci atrasada e com cara fechada e, como se não bastasse, fui obrigada a ouvir o seguinte da minha mãe:
-Suzane, o que é?
-Não é nada mãe, me deixa em paz!
-Suzane, eu acho que você não gosta da gente, nem de mim, nem do seu pai. Você tá sempre de cara fechada, sempre irritada. Só pode ser isso, você tá de saco cheio da gente, não gosta da gente. Porque você faz igual a Richtoffen?
Sinceramente, eu não merecia ouvir isso, muito menos antes de ir pra escola. Me recusei a responder.
---X---
Vou fazer igual a Richtoffen sim, mãe. Mas comigo.
domingo, 23 de maio de 2010
Dia 23 de Maio
Tive que levantar cedo pra fazer exame de sangue e tive um ataquinho de nervos antes de sair, mas passou logo.
Fiquei um pouco irritada por o laboratório estar cheio em pleno domingo, mas também passou logo.
A hora que voltei, fiquei um bom tempo ajudando meus pais a encaixar coisas, já que estamos de mudança. Aparentemente, está tudo bem.
A propósito, não sei se contei, mas conseguimos comprar o apartamento que queríamos mas que tinha sido vendido, o antigo comprador desistiu.
Pra falar a verdade, ainda não sei se gostei, eu já tinha acostumado com a ideia de mudar para o outro.
Seja o que Deus quiser...
Fiquei um pouco irritada por o laboratório estar cheio em pleno domingo, mas também passou logo.
A hora que voltei, fiquei um bom tempo ajudando meus pais a encaixar coisas, já que estamos de mudança. Aparentemente, está tudo bem.
A propósito, não sei se contei, mas conseguimos comprar o apartamento que queríamos mas que tinha sido vendido, o antigo comprador desistiu.
Pra falar a verdade, ainda não sei se gostei, eu já tinha acostumado com a ideia de mudar para o outro.
Seja o que Deus quiser...
sábado, 22 de maio de 2010
Ainda dia 22...
Ai, no ensaio da bateria hoje ainda descobri que eu estou tocando aquela merda daquela caixa errado. EU TO DE SACO CHEIO! PORQUE EU NÃO CONSIGO APRENDER AQUELA BOSTA? EU SOU TÃO INCOMPETENTE ASSIM? VSF!
Sem contar que eles só falam do JUD, e eu não vou, e nem é por falta de dinheiro, ou porque vou estar trabalhando, ou qualquer coisa assim. É PORQUE NÃO TENHO AMIGOS! ISSO É RIDÍCULO!
Eu estou cansada.
Sem contar que eles só falam do JUD, e eu não vou, e nem é por falta de dinheiro, ou porque vou estar trabalhando, ou qualquer coisa assim. É PORQUE NÃO TENHO AMIGOS! ISSO É RIDÍCULO!
Eu estou cansada.
Dia 22 de Maio
Eu achei que, depois de terça feira, tinha ficado tudo bem. A hora que meu pai levantou, era bem na hora que eu tinha que ir pro ensaio da bateria, e se eu fosse de trolebus, ia me atrasar. Então, pedi pra ele me levar. E a resposta foi:
-Levo né Suzane. Eu não deveria, mas levo.
Fiquei indignada.
-Não deveria porque?
-Porque você levou o celular do Eduardo na assistência técnica que eu te pedi? O celular é dele, mas o favor era pra mim.
-Tá bom, pai, se você não quer, não leva. Eu vou sozinha.
-Eu levo, né Suzane. Não deveria, mas levo.
---X---
Depois vêm me falar que EU quem levo tudo a ferro e fogo. E ele vem falar que é minha mãe quem gosta de jogar as coisas na cara dos outros depois (mas não nego, ela gosta mesmo). Mas ele também ADORA!
O favor era TANTO pra ele que quem acabou levando o celular na assistência técnica foi o Eduardo mesmo.
-Levo né Suzane. Eu não deveria, mas levo.
Fiquei indignada.
-Não deveria porque?
-Porque você levou o celular do Eduardo na assistência técnica que eu te pedi? O celular é dele, mas o favor era pra mim.
-Tá bom, pai, se você não quer, não leva. Eu vou sozinha.
-Eu levo, né Suzane. Não deveria, mas levo.
---X---
Depois vêm me falar que EU quem levo tudo a ferro e fogo. E ele vem falar que é minha mãe quem gosta de jogar as coisas na cara dos outros depois (mas não nego, ela gosta mesmo). Mas ele também ADORA!
O favor era TANTO pra ele que quem acabou levando o celular na assistência técnica foi o Eduardo mesmo.
sexta-feira, 21 de maio de 2010
Dia 21 de Maio
Hoje recebi aquela merda de prova de Constitucional, que eu sabia a matéria, e achei que ia tirar no MÍNIMO 6,0, achei que tinha ido bem, e tirei só 3,0! Estou inconformada.
Pedi para o meu pai pra faltar no inglês, e a resposta foi: Não, porque ai o Eduardo também vai querer faltar.
O que foi bastante injusto, porque o Eduardo não foi a escola hoje.
Encarei aquela merda de aula, voltei pra casa, não fui no ensaio da bateria e nem sai com a Bê.
Mas amanhã eu vou no ensaio, e isso me anima um pouquinho, bem pouco.
Pedi para o meu pai pra faltar no inglês, e a resposta foi: Não, porque ai o Eduardo também vai querer faltar.
O que foi bastante injusto, porque o Eduardo não foi a escola hoje.
Encarei aquela merda de aula, voltei pra casa, não fui no ensaio da bateria e nem sai com a Bê.
Mas amanhã eu vou no ensaio, e isso me anima um pouquinho, bem pouco.
quinta-feira, 20 de maio de 2010
Dia 20 de Maio
Hoje a noite ia ter ensaio da bateria, mas as baquetas sumiram. De qualquer forma, eu gostei de ter ido. É bom sair de casa as vezes. E a bateria é a única coisa que eu ainda gosto de fazer.
quarta-feira, 19 de maio de 2010
Dia 19 de Maio
Hoje passou na TV, num programa de perguntas e respostas, que saiu uma pesquisa na revista Super Interessante em que 80% das mães admitiam gostar mais do filho mais novo. Estávamos todos assistindo, e minha mãe já foi logo se defendendo, falando que ela não.
Ela não admite, né? Porque eu não precisava nem de pesquisa, só a diferença que ela faz entre eu e o Eduardo já fica bem explícito que ela gosta MUITO mais dele.
Mas, de qualquer forma, era tudo que o Eduardo precisava pra importunar minha vida de vez.
filhadeumapulta.
Ela não admite, né? Porque eu não precisava nem de pesquisa, só a diferença que ela faz entre eu e o Eduardo já fica bem explícito que ela gosta MUITO mais dele.
Mas, de qualquer forma, era tudo que o Eduardo precisava pra importunar minha vida de vez.
filhadeumapulta.
segunda-feira, 17 de maio de 2010
Dia 18 de Maio
Bom, o meu humor não melhorou, mas também não piorou. Até hoje.
Todo dia eu me atraso de manhã. Não muito, uns 5 minutos. Meu pai leva eu e o Eduardo pra escola, o Eduardo antes, porque ele entra antes, e eu depois. Geralmente tanto eu quanto ele chegamos em cima da hora, mas no horário. E todo dia de manhã minha mãe fica brigando comigo, porque 'o Eduardo não pode chegar atrasado'. - Ou seja, ele não pode, mas eu posso.
Mas hoje me chamaram 15 minutos mais tarde, o que fez com que eu me atrasasse bem mais, obviamente. E aí tive que botar a primeira roupa que vi na frente, o que odeio, odeio ir feia pra escola, já não basta eu ser feia, eu tenho que ir com roupa feia também!
E aí, acabou que meu pai já estava lá fora a hora que desci, buzinando, e minha mãe gritando, porque eu não tinha tomado o café, nem o remédio, e eu falando que não, porque não dava tempo, não dava tempo, não dava tempo.
A hora que entrei no carro meu pai me perguntou o que que não dava tempo, e respondi que não dava tempo de tomar café, nem o remédio. E pronto, como de costume, ele começou a gritar.
-É LÓGICO QUE NÃO DÁ TEMPO, SUZANE, VOCÊ FICA ENROLANDO, DE PROPÓSITO PRO EDUARDO CHEGAR ATRASADO E A GENTE FICAR NERVOSO. EU VOU TE DEIXAR AÍ, AÍ VOCÊ VAI VER!
-Mas eu me atrasei porque... - Ele me interrompeu.
-VOCÊ FICA FAZENDO PICUINHA! QUANDO ERA VOCÊ QUEM IA PRA ESCOLA VOCÊ NÃO CHEGAVA ATRASADA!
-Ah não, magina, tanto que a Mariana várias vezes falou que ia ligar em casa porque eu tava chegando muito atrasada!
-ISSO QUANDO VOCÊ IA COM A MÃE DA LAÍS!
-Não, quando eu ia com você!
Então, ele não respondeu mais, e eu também não.
---X---
PICUINHA? EU FAÇO DE TUDO PRA NÃO ME ATRASAR DE MANHÃ, PORQUE SE O EDUARDO CHEGA ATRASADO, EU TAMBÉM CHEGO ATRASADA. COISA QUE, ALIÁS, ELE NUNCA CHEGOU!
QUANDO ERA A MÃE DA LAÍS QUEM ME LEVAVA, QUE VÁRIAS VEZES EU DE FATO CHEGAVA ATRASADA E PERDIA AULAS, AÍ TAVA TUDO BEM, PORQUE NÃO ERAM ELES QUE TAVAM TENDO O TRABALHO DE ME LEVAR MESMO, NÉ? ENTÃO FODA-SE EU! ELES NUNCA FIZERAM NADA PRA MUDAR ISSO! MAS O AMOR DA VIDA DELES EDUARDO NÃO PODE PERDER 5 MINUTINHOS DE AULA!
E MESMO ASSIM, MESMO QUANDO MEU PAI ME LEVAVA, CHEGUEI ATRASADA VÁRIAS VEZES! MAS É FÁCIL FICAR QUIETO QUANDO QUANDO MOSTRAM QUE VOCÊ TÁ ERRADO, NÉ PAI?
EU SÓ ME ATRASEI HOJE PORQUE JÁ ME CHAMARAM ATRASADA! A CULPA NEM FOI MINHA, E EU JÁ TO DE SACO CHEIO DE SER ACUSADA DE COISAS SEM FUNDAMENTO, QUE EU NÃO FAÇO!
Eu to de saco cheio, eu vou dar um jeito, você NUNCA MAIS vai precisar me levar pra escola, aliás, pra lugar nenhum.
---X---
Mariana = coordenadora da minha antiga escola.
Laís = amiga que mora perto de casa e estudava na mesma escola que eu, por isso a mãe dela nos levava e meu pai nos buscava.
Todo dia eu me atraso de manhã. Não muito, uns 5 minutos. Meu pai leva eu e o Eduardo pra escola, o Eduardo antes, porque ele entra antes, e eu depois. Geralmente tanto eu quanto ele chegamos em cima da hora, mas no horário. E todo dia de manhã minha mãe fica brigando comigo, porque 'o Eduardo não pode chegar atrasado'. - Ou seja, ele não pode, mas eu posso.
Mas hoje me chamaram 15 minutos mais tarde, o que fez com que eu me atrasasse bem mais, obviamente. E aí tive que botar a primeira roupa que vi na frente, o que odeio, odeio ir feia pra escola, já não basta eu ser feia, eu tenho que ir com roupa feia também!
E aí, acabou que meu pai já estava lá fora a hora que desci, buzinando, e minha mãe gritando, porque eu não tinha tomado o café, nem o remédio, e eu falando que não, porque não dava tempo, não dava tempo, não dava tempo.
A hora que entrei no carro meu pai me perguntou o que que não dava tempo, e respondi que não dava tempo de tomar café, nem o remédio. E pronto, como de costume, ele começou a gritar.
-É LÓGICO QUE NÃO DÁ TEMPO, SUZANE, VOCÊ FICA ENROLANDO, DE PROPÓSITO PRO EDUARDO CHEGAR ATRASADO E A GENTE FICAR NERVOSO. EU VOU TE DEIXAR AÍ, AÍ VOCÊ VAI VER!
-Mas eu me atrasei porque... - Ele me interrompeu.
-VOCÊ FICA FAZENDO PICUINHA! QUANDO ERA VOCÊ QUEM IA PRA ESCOLA VOCÊ NÃO CHEGAVA ATRASADA!
-Ah não, magina, tanto que a Mariana várias vezes falou que ia ligar em casa porque eu tava chegando muito atrasada!
-ISSO QUANDO VOCÊ IA COM A MÃE DA LAÍS!
-Não, quando eu ia com você!
Então, ele não respondeu mais, e eu também não.
---X---
PICUINHA? EU FAÇO DE TUDO PRA NÃO ME ATRASAR DE MANHÃ, PORQUE SE O EDUARDO CHEGA ATRASADO, EU TAMBÉM CHEGO ATRASADA. COISA QUE, ALIÁS, ELE NUNCA CHEGOU!
QUANDO ERA A MÃE DA LAÍS QUEM ME LEVAVA, QUE VÁRIAS VEZES EU DE FATO CHEGAVA ATRASADA E PERDIA AULAS, AÍ TAVA TUDO BEM, PORQUE NÃO ERAM ELES QUE TAVAM TENDO O TRABALHO DE ME LEVAR MESMO, NÉ? ENTÃO FODA-SE EU! ELES NUNCA FIZERAM NADA PRA MUDAR ISSO! MAS O AMOR DA VIDA DELES EDUARDO NÃO PODE PERDER 5 MINUTINHOS DE AULA!
E MESMO ASSIM, MESMO QUANDO MEU PAI ME LEVAVA, CHEGUEI ATRASADA VÁRIAS VEZES! MAS É FÁCIL FICAR QUIETO QUANDO QUANDO MOSTRAM QUE VOCÊ TÁ ERRADO, NÉ PAI?
EU SÓ ME ATRASEI HOJE PORQUE JÁ ME CHAMARAM ATRASADA! A CULPA NEM FOI MINHA, E EU JÁ TO DE SACO CHEIO DE SER ACUSADA DE COISAS SEM FUNDAMENTO, QUE EU NÃO FAÇO!
Eu to de saco cheio, eu vou dar um jeito, você NUNCA MAIS vai precisar me levar pra escola, aliás, pra lugar nenhum.
---X---
Mariana = coordenadora da minha antiga escola.
Laís = amiga que mora perto de casa e estudava na mesma escola que eu, por isso a mãe dela nos levava e meu pai nos buscava.
sábado, 15 de maio de 2010
Dia 15 de Maio
Hoje eu estava pronta pra ir pra bateria, até a hora que fui pentear essa bosta desse cabelo, e colocar uma tiara, pra parecer que ele não é tão feio quanto realmente é, mas essa merda não ficava boa nunca! Tive um ataque de nervos, e eu já tava atrasada, e ia de trólebus. Porque, afinal, meu pai, que estava Á TOA em casa é que não ia me levar, né. Mas ele subiu e resolveu que ia usar meu computador, e perguntou o que tava acontecendo que eu estava penteando o cabelo e começava a reclamar. Falei que não era nada, e desci pra ir me arrumar no espelho lá de baixo. Estava MUITO atrasada. Dei um jeito que meu cabelo ficou menos pior, e comecei a passar a maquiagem. Quando terminei o corretivo, me dei conta que por mais que eu passasse, não ia sumir aquelas olheiras. Aí sim, tive um ataque de nervos. Joguei tudo longe e comecei a chorar descontroladamente. Pro meu pai não ouvir, fui sentar na escada da garagem, com a Lili. Chorei muito, a dor que eu sentia era indescritível, a tristeza então... Nem se fala.
Mas o problema foi que meu pai ouviu, e desceu lá, foi na escada, onde eu estava, gritando já:
-O QUE É, SUZANE? PORQUE VOCÊ ESTÁ CHORANDO? VOCÊ ESTÁ PENTEANDO O CABELO E DE REPENTE COMEÇA A XINGAR, QUAL O PROBLEMA, SEU CABELO?
-NÃO, ME DEIXA EM PAZ! - Eu também gritava. Sentia medo, de certa forma.
-ENTÃO O QUE QUE É?
-NÃO É NADA, ME DEIXA EM PAZ!
-SE NÃO É NADA, É FRECURA! TÁ TODO MUNDO PREOCUPADO COM UMA COISA E VOCÊ FICA COM ESSAS FRESCURAS! ISSO SÓ ATRAPALHA A GENTE! - E foi pra dentro de novo.
Eu parei de chorar imediatamente. Mas fiquei lá ainda, tentando enterrar minha tristeza dentro de mim silenciosamente. De repente, na verdade, outra coisa tomou minha cabeça. Eu atrapalho, eu sou um estorvo. E não tenho nem o direito de ficar triste.
Quando me acalmei, voltei pra dentro e peguei minhas coisas.
-Você não vai na bateria? - Perguntou meu pai.
-Não. - Respondi, já subindo pro quarto. Isso me deixava um pouco irritada, já que ir na bateria era a unica coisa que eu ainda gostava um pouco. Mas foda-se.
Coloquei o pijama e voltei pra cama.
---X---
E daí que eu menti e falei que o problema não era meu cabelo quando na verdae era sim? DO QUE IA ADIANTAR EU FALAR A VERDADE? Ele ia me mandar cortar o cabelo? Ai já ia tá grande e horrível quando eu fosse viajar, eu ia querer cortar de novo, e não ia poder! Porque afinal a única coisa que eu ouço é que não tem dinheiro e que precisa economizar! EU TO DE SACO CHEIO DE SEMPRE TER QUE ESPERAR PRA FAZER AS COISAS, DE SEMPRE TER QUE COMPRAR ONDE É MAIS BARATO, DE NÃO PODER TER O QUE EU QUERO PORQUE 'TEM QUE ECONOMIZAR'! ISSO É MENTIRA, PORQUE PRO EDUARDO SEMPRE TEM DINHEIRO PRA COMPRAR AS COISINHAS DE MARCA DELE!
Sem contar que eu também já to de saco cheio de não ter o direito de nem de ficar triste! QUE MERDA É ESSA? SE EU ATRAPALHO TANTO, PORQUE NÃO SE LIVRAM DE MIM LOGO? QUE SACO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Pode deixar, mais dia, menos dia, eu vou me livrar de mim mesma por vocês.
filhos da pulta.
Mas o problema foi que meu pai ouviu, e desceu lá, foi na escada, onde eu estava, gritando já:
-O QUE É, SUZANE? PORQUE VOCÊ ESTÁ CHORANDO? VOCÊ ESTÁ PENTEANDO O CABELO E DE REPENTE COMEÇA A XINGAR, QUAL O PROBLEMA, SEU CABELO?
-NÃO, ME DEIXA EM PAZ! - Eu também gritava. Sentia medo, de certa forma.
-ENTÃO O QUE QUE É?
-NÃO É NADA, ME DEIXA EM PAZ!
-SE NÃO É NADA, É FRECURA! TÁ TODO MUNDO PREOCUPADO COM UMA COISA E VOCÊ FICA COM ESSAS FRESCURAS! ISSO SÓ ATRAPALHA A GENTE! - E foi pra dentro de novo.
Eu parei de chorar imediatamente. Mas fiquei lá ainda, tentando enterrar minha tristeza dentro de mim silenciosamente. De repente, na verdade, outra coisa tomou minha cabeça. Eu atrapalho, eu sou um estorvo. E não tenho nem o direito de ficar triste.
Quando me acalmei, voltei pra dentro e peguei minhas coisas.
-Você não vai na bateria? - Perguntou meu pai.
-Não. - Respondi, já subindo pro quarto. Isso me deixava um pouco irritada, já que ir na bateria era a unica coisa que eu ainda gostava um pouco. Mas foda-se.
Coloquei o pijama e voltei pra cama.
---X---
E daí que eu menti e falei que o problema não era meu cabelo quando na verdae era sim? DO QUE IA ADIANTAR EU FALAR A VERDADE? Ele ia me mandar cortar o cabelo? Ai já ia tá grande e horrível quando eu fosse viajar, eu ia querer cortar de novo, e não ia poder! Porque afinal a única coisa que eu ouço é que não tem dinheiro e que precisa economizar! EU TO DE SACO CHEIO DE SEMPRE TER QUE ESPERAR PRA FAZER AS COISAS, DE SEMPRE TER QUE COMPRAR ONDE É MAIS BARATO, DE NÃO PODER TER O QUE EU QUERO PORQUE 'TEM QUE ECONOMIZAR'! ISSO É MENTIRA, PORQUE PRO EDUARDO SEMPRE TEM DINHEIRO PRA COMPRAR AS COISINHAS DE MARCA DELE!
Sem contar que eu também já to de saco cheio de não ter o direito de nem de ficar triste! QUE MERDA É ESSA? SE EU ATRAPALHO TANTO, PORQUE NÃO SE LIVRAM DE MIM LOGO? QUE SACO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Pode deixar, mais dia, menos dia, eu vou me livrar de mim mesma por vocês.
filhos da pulta.
sexta-feira, 14 de maio de 2010
Ainda dia 14...
Voltei pra casa a pouco. Fui a padaria depois do inglês, já que aquela vaca daquela cabeleireira marcou meu horário errado. Eu ia ter que esperar uma hora, e não ia ficar lá esperando, ouvindo aquelas cobras fofocarem de todas as clientes delas (fico imaginando o que falam de mim quando não estou lá), e muito menos ia voltar pra casa. Então fui até a padaria, tomei um vanila e comi um pedaço de bolo de cenoura com chocolate. Mas a hora que eu coloquei o último pedaço de bolo na boca comecei a sentir um enjôo tão grande, que a hora que estava voltando pra cabeleireira achei que ia precisar parar em algum matinho e vomitar. Passei muito mal mesmo. Fiz as unhas e tirei a sobrancelha, e tive que aturar aquela manicure enchendo meu saco, pedindo roupas pra ela colocar no bazar beneficente dela. Bazar que eu tenho quase certeza que é mentira! ¬¬
Depois, minha mãe me ligou quando eu estava começando a fazer a unha, falando que estava saindo naquela hora do trabalho e que ia me pegar. Até a hora que terminei ela ainda não tinha chegado, e o trabalho dela não é tão longe. Aí liguei lá e adivinha? Ela ainda nem tinha saído! E mandou eu esperar que ela ia sair 'já, já' e me pegava. Ou seja, fiquei esperando horas, porque ela pegou trânsito também e tudo o mais. Eu queria saber pra que que ela faz isso. Pra que que ela fala que já está saindo e não sai. Pra que que ela fala que vai me buscar. Eu tenho certeza que é só pra me irritar. Ela fica falando que não quer que eu ande por aí soznha a noite, mas é MENTIRA! ELA NEM LIGA SE ACONTECER ALGO COMIGO, ELA GOSTA MESMO É DE ME IRRITAR!
E, além do mais, o que de ruim pode acontecer comigo? Eu ser assaltada? O ladrão ia sair no prejuízo, porque eu não tenho absolutamente NADA de valor. Ser estuprada? É capaz de estupradores fugirem de mim de medo de tão feia que sou! Ser sequestrada? Então eu ia morrer no cativeiro, porque meus pais é que não iam gas tar dinheiro com o MEU resgate.
Já se fosse o Eduardo, aí era capaz de eles assaltarem um banco até.
Eu sinto que meus pais não me amam mais, e isso doi muito.
---X---
Postei as duas cartas que escrevi hoje na aula, e estou desde a hora que cheguei aqui, pensando em enfiar uma faca nos meus pulsos.
Estou cansada.
Depois, minha mãe me ligou quando eu estava começando a fazer a unha, falando que estava saindo naquela hora do trabalho e que ia me pegar. Até a hora que terminei ela ainda não tinha chegado, e o trabalho dela não é tão longe. Aí liguei lá e adivinha? Ela ainda nem tinha saído! E mandou eu esperar que ela ia sair 'já, já' e me pegava. Ou seja, fiquei esperando horas, porque ela pegou trânsito também e tudo o mais. Eu queria saber pra que que ela faz isso. Pra que que ela fala que já está saindo e não sai. Pra que que ela fala que vai me buscar. Eu tenho certeza que é só pra me irritar. Ela fica falando que não quer que eu ande por aí soznha a noite, mas é MENTIRA! ELA NEM LIGA SE ACONTECER ALGO COMIGO, ELA GOSTA MESMO É DE ME IRRITAR!
E, além do mais, o que de ruim pode acontecer comigo? Eu ser assaltada? O ladrão ia sair no prejuízo, porque eu não tenho absolutamente NADA de valor. Ser estuprada? É capaz de estupradores fugirem de mim de medo de tão feia que sou! Ser sequestrada? Então eu ia morrer no cativeiro, porque meus pais é que não iam gas tar dinheiro com o MEU resgate.
Já se fosse o Eduardo, aí era capaz de eles assaltarem um banco até.
Eu sinto que meus pais não me amam mais, e isso doi muito.
---X---
Postei as duas cartas que escrevi hoje na aula, e estou desde a hora que cheguei aqui, pensando em enfiar uma faca nos meus pulsos.
Estou cansada.
Carta Nº 2
Eu estou tão cansada. Cada dia se torna mais pesaroso para mim. A dor me consome por inteira. Acordar cada dia e descobrir que vou ter que viver denovo, e denovo, e denovo é uma tortura.
É difícil para mim ser rejeitada dessa forma e ser sempre a errada. É difícil para mim estar sozinha e ter as pessoas que amo brigando comigo a todo momento. É difícil não ter ninguém, e as poucas vezes que tento me abrir, brigarem e gritarem comigo. É difícil quando ninguém te ama, nem sua família, e você sabe que o errado é você, que você não é merecedor de amor, por ser feio, gordo, burro e inútil, por ser preguiçoso.
Estou excessivamente cansada e dolorida, e já não vejo mais formas de melhorar.
É muito difícil quando te julgam sem nem ao menos poder compreender sua dor.
Só há um meio de acabar com isso, só uma saída, e é por ela que vou embora.
É difícil para mim ser rejeitada dessa forma e ser sempre a errada. É difícil para mim estar sozinha e ter as pessoas que amo brigando comigo a todo momento. É difícil não ter ninguém, e as poucas vezes que tento me abrir, brigarem e gritarem comigo. É difícil quando ninguém te ama, nem sua família, e você sabe que o errado é você, que você não é merecedor de amor, por ser feio, gordo, burro e inútil, por ser preguiçoso.
Estou excessivamente cansada e dolorida, e já não vejo mais formas de melhorar.
É muito difícil quando te julgam sem nem ao menos poder compreender sua dor.
Só há um meio de acabar com isso, só uma saída, e é por ela que vou embora.
Carta Nº 1
Vocês estão certos, eu estou errada. Eu sou sempre a errada. Me desculpem por ser essa menina preguiçosa e mal agradecida. Eu prometo que em breve tudo isso vai acabar, eu vou acabar com tudo. E vocês vão estar livres para viver uma vida feliz com o Eduardo.
Me desculpem por ter feito vocês gastarem tanto, por ser tão desagradável, por ser um estorvo, por ter sido uma perda de tempo tão grande. Me desculpem por ter nascido.
Eu realmente espero que vocês consigam superar seus problemas e que sejam riquissimamente abençoados e muito felizes. Que consigam reconstituir tudo o que perderam comigo, tanto material quanto emocionalmente.
Me desculpem por ter feito vocês gastarem tanto, por ser tão desagradável, por ser um estorvo, por ter sido uma perda de tempo tão grande. Me desculpem por ter nascido.
Eu realmente espero que vocês consigam superar seus problemas e que sejam riquissimamente abençoados e muito felizes. Que consigam reconstituir tudo o que perderam comigo, tanto material quanto emocionalmente.
Me desculpem por tudo, de verdade.
Dia 14 de Maio
Ontem tava tudo indo bem, fui ao endócrino e emagreci 2 kg. Fiquei meio triste porque esperava emagrecer mais, mas é melhor que nada. Estava apreensiva porque achava que ele ia mandar eu parar de tomar Sibultramina, mas ele não mandou. UFA!
Depois, quando saimos do médico, fomos a padaria tomar café, a banca, onde ela me comprou uma revista de quartos*, e ao supermercado.
Quando voltamos pra casa, meus pais ficaram conversando na czinha e eu jogando no celular da minha mãe. Depois a minha tia e minha vó ligaram pra falar com ela, e meu pai foi buscar o Eduardo no teatro.
Até que, quando ele voltou, me pediu um favor.
-Suzane, você não quer levar o celular do Eduardo na assistência técnica?
Ele me pediu isso porque a assistência técnica fica MUITO perto da minha faculdade. Mas eu não queria. Primeiro, porque não queri fazer favor nenhum pro meu irmão, e segundo porque ia perder muito tempo lá.
Minha primeira resposta foi: Não vou fazer favor pro Eduardo.
Mas ele rebateu: O celular é do Eduardo. O favor é pra mim.
E a segunda resposta foi: Não vou ficar mil anos lá!
Que foi rebatida também: Você não precisa ficar mil anos lá, Suzane. Você vai e pega a senha. Se sua senha for 140 e estiver chamando 137, você fica. Se for 140 e estiver chamando 130, você vai embora.
Acabei cedendo, já que não tinha mais argumentos.
-Tudo bem, eu levo o celular lá, mas sabe porque eu não queria levar? Porque...
Nesse momento meu pai perdeu o controle. Empurrou a cadeira pra trás fazendo barulho e levantou bruscamente, me assustando e me fazendo parar de falar. Começou a gritar, já indo pra sala.
-TUDO BEM, SUZANE! PODE DEIXAR! PODE DEIXAR, EU LEVO O CELULAR LÁ! EU JÁ FALEI QUE O CELULAR É DO EDUARDO MAS O FAVOR É PRA MIM!
-Mas eu falei que vou levar! - Disse, tentando faze-lo parar. Eu estava com medo, de certa forma.
-NÃO, NÃO! PODE DEIXAR QUE EU LEVO! VOCÊ VAI VER QUANDO VOCÊ ME PEDIR ALGUMA COISA! VOCÊ NÃO FAZ UM FAVOR PRA GENTE NEM QUE MATE! DEIXA VOCÊ ME PEDIR ALGUMA COISA! NÃO ME PEÇA MAIS NADA!
E foi pra lá. Voltei a jogar o jogo no celular, fingindo que não me importava. Mas já não prestava mais atenção, me concentrava em conter minhas lágrimas, não deixando escapa-las, muito embora algumas já tivessem fugido.
Foi então que minha mãe, com um copo de leite, sentou na minha frente. E destruiu qualquer coisa que ainda podia restar inteira dentro de mim.
-Você podia ter ido lá. Fica do lado da sua faculdade. O seu pai tem que ir na hora do almoço, perder o almoço, ir correndo. Custa você ir quando sair da aula? Você não faz um favor pra gente.
Meu esforço se tornara inutil. Agora as lágrimas caiam, e minha garganta doía com a força que eu fazia para não vir mais choro. Mas não adiantava.
-Eu podia. - Respondi apenas.
Tentava desesperadamente secar, com as mãos, as lágrimas que não paravam de cair.
Depois de um momento de silência, minha mãe ainda fez um último comentário:
-Não adianta você ficar chorando porque levou bronca.
Pronto, acabou. Dei o celular a ela e subi, me tranquei em meu quarto. Escrevi cartas de despedida a quem eu achava que merecia e pesquisei métodos de suiícido na internet. Antes de deitar, coloquei um saco na minha cabeça e lacrei a ponta com minha fita crepe, mas minhas mãos, soltas, rasgaram-no quando comecei a asfixiar. Sempre frouxa, sempre medrosa.
Na segurança do meu quarto, chorei desesperadamente, até pegar no sono. Chorar dá sono.
Acordei triste e frustrada, principalmente por ainda estar viva. Fui pra escola a contragosto, praticamente forçada. Quando desci do carro falei tchau pro meu pai, que geralmente já não respondia por estar muito ocupado pegando um cigarro, e hoje que não respondeu mesmo. Fiquei sozinha na escola (a Cal não vai de sexta), e foi difícil. Precisei lutar, me segurar muito pra não perder o controle, pra não cair no choro, e escrevi algumas coisas (talvez depois escreva aqui).
A hora que voltei não quis almoçar e resolvi deitar na minha cama. Minha mãe perguntou o que eu tinha e eu falei que não era nada e pra ela me deixar em paz. Ela falou que eu não posso ficar igual um bichinho acuado só porque levei uma bronca. Se ao menos ela soubesse que é bem pior que isso.
---X---
Eu sei que pode parecer frescura eu não querer fazer o favor. Mas o Eduardo nunca faz nada pra mim, ele só sabe enxer meu saco e me xingar de gorda, rinoceronte, o dia inteiro. Há um tempo atrás ele me deu uma mordida e eu fiquei com o braço quase um mês roxo, e ninguém fez nada, nem bronca ele levou.
O Eduardo tem 15 anos, duas pernas, dois braços e uma boca, e não é retardado nem nada, ele pode muito bem se virar sozinho. Então era sim um favor que meu pai ia fazer pra ele e queria passar pra mim, então o favor era sim pro Eduardo. Quando as minhas coisas, tenho que ir atrás sozinha. Porque o Eduardo não pode ir atrás das dele?
Quando eu precisava ir tirar meu título de eleitor e não sabia onde ficava o lugar, meu pai não quis passar nem na rua pra eu ver onde era. Porque pro Eduardo ele pode fazer as coisas?
Eu também to de saco cheio dessa diferença qeu eles fazem entre nós!
---X---
*Estamos de mudança pra um apartamento novo. Tínhamos gostado mais de um usado que era bem melhor, mas já foi vendido, então teremos que ficar com esse mesmo, e preciso escolher como vai ser meu quarto.
Depois, quando saimos do médico, fomos a padaria tomar café, a banca, onde ela me comprou uma revista de quartos*, e ao supermercado.
Quando voltamos pra casa, meus pais ficaram conversando na czinha e eu jogando no celular da minha mãe. Depois a minha tia e minha vó ligaram pra falar com ela, e meu pai foi buscar o Eduardo no teatro.
Até que, quando ele voltou, me pediu um favor.
-Suzane, você não quer levar o celular do Eduardo na assistência técnica?
Ele me pediu isso porque a assistência técnica fica MUITO perto da minha faculdade. Mas eu não queria. Primeiro, porque não queri fazer favor nenhum pro meu irmão, e segundo porque ia perder muito tempo lá.
Minha primeira resposta foi: Não vou fazer favor pro Eduardo.
Mas ele rebateu: O celular é do Eduardo. O favor é pra mim.
E a segunda resposta foi: Não vou ficar mil anos lá!
Que foi rebatida também: Você não precisa ficar mil anos lá, Suzane. Você vai e pega a senha. Se sua senha for 140 e estiver chamando 137, você fica. Se for 140 e estiver chamando 130, você vai embora.
Acabei cedendo, já que não tinha mais argumentos.
-Tudo bem, eu levo o celular lá, mas sabe porque eu não queria levar? Porque...
Nesse momento meu pai perdeu o controle. Empurrou a cadeira pra trás fazendo barulho e levantou bruscamente, me assustando e me fazendo parar de falar. Começou a gritar, já indo pra sala.
-TUDO BEM, SUZANE! PODE DEIXAR! PODE DEIXAR, EU LEVO O CELULAR LÁ! EU JÁ FALEI QUE O CELULAR É DO EDUARDO MAS O FAVOR É PRA MIM!
-Mas eu falei que vou levar! - Disse, tentando faze-lo parar. Eu estava com medo, de certa forma.
-NÃO, NÃO! PODE DEIXAR QUE EU LEVO! VOCÊ VAI VER QUANDO VOCÊ ME PEDIR ALGUMA COISA! VOCÊ NÃO FAZ UM FAVOR PRA GENTE NEM QUE MATE! DEIXA VOCÊ ME PEDIR ALGUMA COISA! NÃO ME PEÇA MAIS NADA!
E foi pra lá. Voltei a jogar o jogo no celular, fingindo que não me importava. Mas já não prestava mais atenção, me concentrava em conter minhas lágrimas, não deixando escapa-las, muito embora algumas já tivessem fugido.
Foi então que minha mãe, com um copo de leite, sentou na minha frente. E destruiu qualquer coisa que ainda podia restar inteira dentro de mim.
-Você podia ter ido lá. Fica do lado da sua faculdade. O seu pai tem que ir na hora do almoço, perder o almoço, ir correndo. Custa você ir quando sair da aula? Você não faz um favor pra gente.
Meu esforço se tornara inutil. Agora as lágrimas caiam, e minha garganta doía com a força que eu fazia para não vir mais choro. Mas não adiantava.
-Eu podia. - Respondi apenas.
Tentava desesperadamente secar, com as mãos, as lágrimas que não paravam de cair.
Depois de um momento de silência, minha mãe ainda fez um último comentário:
-Não adianta você ficar chorando porque levou bronca.
Pronto, acabou. Dei o celular a ela e subi, me tranquei em meu quarto. Escrevi cartas de despedida a quem eu achava que merecia e pesquisei métodos de suiícido na internet. Antes de deitar, coloquei um saco na minha cabeça e lacrei a ponta com minha fita crepe, mas minhas mãos, soltas, rasgaram-no quando comecei a asfixiar. Sempre frouxa, sempre medrosa.
Na segurança do meu quarto, chorei desesperadamente, até pegar no sono. Chorar dá sono.
Acordei triste e frustrada, principalmente por ainda estar viva. Fui pra escola a contragosto, praticamente forçada. Quando desci do carro falei tchau pro meu pai, que geralmente já não respondia por estar muito ocupado pegando um cigarro, e hoje que não respondeu mesmo. Fiquei sozinha na escola (a Cal não vai de sexta), e foi difícil. Precisei lutar, me segurar muito pra não perder o controle, pra não cair no choro, e escrevi algumas coisas (talvez depois escreva aqui).
A hora que voltei não quis almoçar e resolvi deitar na minha cama. Minha mãe perguntou o que eu tinha e eu falei que não era nada e pra ela me deixar em paz. Ela falou que eu não posso ficar igual um bichinho acuado só porque levei uma bronca. Se ao menos ela soubesse que é bem pior que isso.
---X---
Eu sei que pode parecer frescura eu não querer fazer o favor. Mas o Eduardo nunca faz nada pra mim, ele só sabe enxer meu saco e me xingar de gorda, rinoceronte, o dia inteiro. Há um tempo atrás ele me deu uma mordida e eu fiquei com o braço quase um mês roxo, e ninguém fez nada, nem bronca ele levou.
O Eduardo tem 15 anos, duas pernas, dois braços e uma boca, e não é retardado nem nada, ele pode muito bem se virar sozinho. Então era sim um favor que meu pai ia fazer pra ele e queria passar pra mim, então o favor era sim pro Eduardo. Quando as minhas coisas, tenho que ir atrás sozinha. Porque o Eduardo não pode ir atrás das dele?
Quando eu precisava ir tirar meu título de eleitor e não sabia onde ficava o lugar, meu pai não quis passar nem na rua pra eu ver onde era. Porque pro Eduardo ele pode fazer as coisas?
Eu também to de saco cheio dessa diferença qeu eles fazem entre nós!
---X---
*Estamos de mudança pra um apartamento novo. Tínhamos gostado mais de um usado que era bem melhor, mas já foi vendido, então teremos que ficar com esse mesmo, e preciso escolher como vai ser meu quarto.
segunda-feira, 10 de maio de 2010
Apresentação
Já faz um tempo que venho pensando em fazer um blog, pois não tenho ninguém com quem dividir meus sentimentos. É muito difícil ter só um pedaço de papel para desabafar.
Minha vida vem se tornando cada dia mais difícil. Eu perdi contato com a maioria das minha antigas amizades e simplesmente não consigo fazer novas na faculdade. Meus pais não me entendem e, pra falar a verdade, não sei se me amam. Sinto que estou sozinha.
Sinto uma tristeza e angústia cada vez maior, eu sinto dor, e ela não é física, eu não sei como explicar.
Às vezes, e ultimamente cada vez mais, penso em suícidio, acabar com tudo isso de uma vez. Cheguei a planejá-lo diversas vezes. Acho que a única coisa que me segura é o medo do fracasso e da dor.
Peço que procurem não me julgar, mas me entender, se for possível. Embora eu me esconda atrás de um nome falso, eu existo de verdade, e o que eu contarei aqui, é minha vida de verdade.
Minha vida vem se tornando cada dia mais difícil. Eu perdi contato com a maioria das minha antigas amizades e simplesmente não consigo fazer novas na faculdade. Meus pais não me entendem e, pra falar a verdade, não sei se me amam. Sinto que estou sozinha.
Sinto uma tristeza e angústia cada vez maior, eu sinto dor, e ela não é física, eu não sei como explicar.
Às vezes, e ultimamente cada vez mais, penso em suícidio, acabar com tudo isso de uma vez. Cheguei a planejá-lo diversas vezes. Acho que a única coisa que me segura é o medo do fracasso e da dor.
Peço que procurem não me julgar, mas me entender, se for possível. Embora eu me esconda atrás de um nome falso, eu existo de verdade, e o que eu contarei aqui, é minha vida de verdade.
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